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Pare de falar e comece a agir (Ledis) Futuro ??? (Ledis)
Manifesto de um brasileiro desiludido (godzila) Carta Aberta ao Governador do Estado de SP
Zeca X Petrobrás A poesia palestina de resistência
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Anarquismo (varios) Hino Real

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PARE DE FALAR E COMECE A AGIR
É preciso fazer, descruzar os braços e agir, não adianta nada ficar reclamando pelos cantos, reclamar com o vizinho ou com os amigos e não fazer absolutamente nada para melhorar a situação.
O povo brasileiro ainda não percebeu que ele "povo" é a maioria e unido tem uma força incrível e é capaz de mudar muita coisa. Mas infelizmente ainda não tomou consciência disso. (ou é muito covarde).
Não adianta nada ficar apenas reclamando do aumento exploratório dos impostos, dos aumentos injustificáveis dos alimentos, que a passagem de ônibus está cara, do aumento do gás de cozinha, do desemprego ou dos baixos salários (que em vários casos chega a ser ridículos), dos burgueses que ganham dinheiro e enriquecem as custas da grande exploração e dos abusos em cima dos trabalhadores.
Não adianta ficar num bar tomando cerveja e reclamando da vida, reclamando que o judiciário tem um aumento atrás do outro apesar dos já altos salários e para os trabalhadores e aposentados dizem não ter verbas para um mísero e minúsculo aumento, que estão vendendo o Brasil a um preço ridículo, que exploram nossa matéria prima e nossa mão de obra barata tendo custos mínimos e depois revendendo o produto pronto a preços altíssimos, das obras super faturadas, da corrupção, das propinas, dos desfalques e desvio de dinheiro público e é claro da impunidade [pois políticos, juizes, promotores, etc... raramente são presos ou condenados e mesmo quando isso ocorre, vão para celas especiais e são liberados em pouco tempo, já um desempregado quando comete algum delito, por menor que seja (pelo motivo que seja) é preso, espancado e provavelmente passará vários anos de sua vida preso em alguma penitenciaria, em um pavilhão com celas podres e super lotadas].
Todos enxergam os problemas, mas poucos tem coragem de entrar na luta para mudar alguma coisa. É preciso se conscientizar e conscientizar o próximo, é preciso e necessário acabar com esses abusos em cima da população. É preciso ter coragem para reagir.
"Se for preciso uma revolução, que ela comece logo".
"Se for preciso dar um tiro, que apertem o gatilho".
"Se for preciso um alvo, que comecem pelo planalto".
"- Morrer se for preciso. Matar se for necessário. Viver calado como um covarde, jamais".

Ledis (guitarrista da banda Esgoto)

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FUTURO ? ? ? ? ?

Qual é a maldade de uma criança recém nascida?
- Nenhuma!
Muitas viverão e terão um futuro (bom ou ruim, mas terão uma chance).
Mas existem dois lados nessa história e muitas destas crianças já nasceram condenadas a não ter futuro.
Afinal qual o futuro de uma criança que nasceu e vive nas ruas? Sem pai, sem mãe, sem a segurança de uma família, sem uma casa para chamar de lar. Uma criança que não tem um teto onde se abrigar, que não pode brincar inocentemente pois precisa desde cedo aprender a sobreviver em um mundo cruel, desumano e injusto. Uma criança que não pode freqüentar uma escola, que não tem educação apropriada (alias sua única educação é a vida e as ruas), que não tem uma alimentação descente e necessária a todo ser humano, que não tem uma roupa e nem um calçado sequer em boas condições. Que não tem amigos, apenas adversários e concorrentes à sobrevivência. Uma criança que fica largada a própria sorte nas ruas, a mercê de drogas, armas, violência, marginalidade, criminalidade, prostituição, bandidos, aproveitadores e o mais grave de tudo, a indiferença, descaso e discriminação do governo e da grande maioria da sociedade.
Uma criança sem direito aos seus direitos de criança.
Que provavelmente nunca vai saber o que é uma festa de aniversário, nem o que é ganhar um presente de natal. (Alias, o que é natal?).
Seus direitos (na realidade), é sofrer em uma vida curta, apanhar de policiais, passar fome e frio, sentir dor e medo, ser excluído da sociedade e morrer muito jovem, ser enterrado como indigente em um país do 3º mundo chamado Brasil.

Ledis (guitarrista da banda Esgoto)

 

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MANIFEMANIFESTO DE UM BRASILEIRO DESILUDIDO

Este é um desabafo de um cara que acredita cada vez menos em sua pátria, uma pátria comandada por figuras decorativas, meros bonecos controlados pelos verdadeiros donos do poder, que são os malditos banqueiros. As multinacionais que enriquecem as custas dos brasileiros e depois levam seu maldito dinheiro para o estrangeiro, como acreditar em uma pátria onde o político rouba, engana, pratica a corrupção e dá real prejuízo a nação e fica impune, enquanto o pobre que tem fome, rouba um pacote de bolacha num mercado, vai para a cadeia como se fosse uma foto negativa para a sociedade, um país que deixa seus filhos desamparados. É inacreditável que num país como o Brasil pessoas ainda morram de fome, com tanta terra boa para o plantio, presa nas mãos de gananciosos que assumiram a condição de donos da terra e o que é pior, o governo que deveria acabar com essa injustiça é o primeiro a compactuar com esses safados que se denominam fazendeiros.
Todo ano empresas de fora do país obtém lucro exorbitantes exportando para o país, produtos fabricados com a nossa própria matéria prima, laboratórios americanos e alemães ganham milhares de dólares vendendo para o Brasil a preços altíssimos remédios produzidos com ervas e plantas extraídas da Amazônia Brasileira. E ainda há quem diga que vivemos em uma democracia, mas que democracia é essa que nos obriga a votar em todas as eleições, mas não nos dá o direito de tirar o político desonesto do poder. Em nossa bandeira existem duas palavras que desde pequenos nos ensinam a cultua-las, mas que hoje serve apenas para mostrar a verdadeira situação, diferença que vivemos em nosso país, ORDEM= é o que nós da miúda recebemos por sermos sempre os governantes, é ordem no trabalho, repressão da policia nas ruas, indiferença dos governantes. Como podemos viver em ordem, se não sabemos o que vai ser do amanhã, se não temos direitos apenas obrigações. PROGRESSO= é uma palavra estranha, porque nós ajudamos a construir o progresso e na maioria das vezes não podemos usufruir de tal. È o operário que constrói o teatro, o edifício, o parque de diversões, o cinema e raramente pode ir a esses lugares; É uma palavra na minha opinião que significa: construído pelo pobre, usufruído pelo rico, é uma palavra bonita na boca de políticos que a usam como plataforma eleitoral, mas que hoje em dia tem pouco significado para mim.
É por isso que eu prefiro viver o dia a dia. É por não acreditar muito na palavra "futuro" num país como o Brasil; Não pelo país em si, mas por quem o governa, pela corja de inescrupulosos e desonestos. A coisa que eu mais respeito em minha vida é a LIBERDADE, por isso jamais abaixarei a minha cabeça a esse bando de parasitas, apesar de tudo continuo tendo esperança que um dia tudo vai mudar, mesmo sabendo que a palavra ESPERANÇA aos poucos vai se apagando de minha mente.

Godzila (vocalista da banda Esgoto)

 

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Carta Aberta ao Governador do Estado de São Paulo

Sr. Geraldo Alckmin

DD Governador do Estado de São Paulo

Há mais de duas décadas que o delegado Aparecido Laertes Calandra foi identificado por ex-presos políticos como sendo o “Capitão Ubirajara”, um dos comandantes das sessões de tortura praticadas nas dependências do Distrito Policial situado na rua Tutóia, na capital paulista. Na década de 70 esta delegacia sediava o DOI/CODI, órgão criado pela ditadura militar para prender, torturar e assassinar os adversários do regime.
Presos e presas políticas que sobreviveram às torturas praticadas naquele local jamais conseguirão apagar da memória os “métodos” utilizados pelo “Capitão Ubirajara”. Muitos carregam ainda hoje seqüelas físicas e psíquicas, originárias das cruéis torturas a que foram submetidos por pessoas como Calandra. No sentido de dirimir dúvidas, há pessoas dispostas a fazer uma acareação com seu algoz, identificado como responsável pela tortura e morte de Carlos Nicolau Danielle, dirigente do Partido Comunista do Brasil, e de Hiroaki Torigoi, militante do Movimento de Libertação Popular, entre outros.
Calandra também é responsável pelo sumiço de documentos do arquivo do extinto DOPS, em 1983 quando trabalhou, a mando de Romeu Tuma, como assessor da Superintendência da Polícia Federal. Esses documentos ajudariam a esclarecer as circunstâncias das mortes de vários opositores da ditadura militar, muitos deles cujos corpos jamais foram encontrados.
Este homem de história marcada com sangue, crueldade e terror, que deveria responder na Justiça pelos crimes cometidos, recebeu da parte do governo do Estado de São Paulo algo que se assemelha a uma premiação para a sua tenebrosa carreira policial.
Não há argumento, plano de carreira ou figura jurídica que justifique a nomeação de um torturador sanguinário para um cargo de comando na polícia, seja como responsável pelo Setor de Informações Internas do Departamento de Comunicação Social, cargo que ocupou por dez anos, seja como chefe do Serviço de Escuta Telefônica do Departamento de Inteligência Policial, onde se encontra hoje.
Este ato pode significar a concordância do governo com a tortura que campeia pelas delegacias e instituições de guarda de menores como apontam os últimos relatórios de entidades de direitos humanos sobre nosso país. Sua nomeação é uma afronta à consciência democrática e à prática dos direitos humanos.
A confirmação da permanência de Aparecido Laertes Calandra, o “Capitão Ubirajara” na função citada só pode ser entendida como uma premiação de um praticante inconteste da tortura, como o acolhimento por parte do governo de V. Exa. de pessoas que não têm qualquer identificação com a construção democrática, mas apenas e tão somente com instrumentos como o pau-de-arara, a cadeira-do-dragão, com os choques elétricos, afogamentos, espancamentos etc.
A decisão é sua Sr. Governador, suas responsabilidades serão cobradas perante a opinião pública de nosso estado. Quem promove torturador, promove a tortura!!!

Assinam esta carta:
AMAR — Associação de Mães de Crianças e Adolescentes em Risco
Associação dos Funcionários do Grupo Santander/Banespa
C.E.D.P.H e Teatro União e Olho Vivo
Centro de Justiça Global
Comissão de Direitos Humanos/OAB/SP
Associação Cristã pela Abolição da Tortura
Comissão Especial da Lei Estadual 10.726/2001
Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos
Comissão de Justiça e Paz/SP
Comissão Municipal de Direitos Humanos
Comissão Teotônio Vilela
Comitê de Apoio às Lutas da América Latina
Condepe — Conselho de Defesa da Pessoa Humana
Deputado Estadual Italo Cardoso
Deputada Estadual Maria Lúcia Prandi
Deputado Estadual Nivaldo Santana
Deputado Estadual Renato Simões
Deputado Federal Luiz Eduardo Greenhalgh
Deputado Federal Orlando Fantazini
Fórum Permanente dos Ex Presos e Perseguidos Políticos
Grupo Tortura Nunca Mais/PE
Grupo Tortura Nunca Mais/SP
Instituto Terra Trabalho e Cidadania
Movimento Nacional de Direitos Humanos
MST — Movimento dos Sem Terra
Núcleo Zumbi/Zapatista de Santo André
OAB/Comissáo Nacional de Direitos Humanos
Pastoral Carcerária
Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo
Sindicato dos Jornalistas/SP

 

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Zeca X Petrobrás

José Zeferino da Silva, o Zeca dos Passarinhos. Brasileiro, casado, desempregado. Detido por fiscais do Ibama, espancado e engaiolado por tentar vender um casal de pardais na feira de Duque de Caxias.
Crime contra a natureza, inafiançável.
Foi visto numa cela infecta e promíscua de delegacia, comendo o pão que o diabo amassou.

José da Silva, descascador de árvore.
Brasileiro, casado, desempregado. Detido pela polícia e engaiolado por descascar árvores para fazer chá.
Crime contra a natureza, inafiançável.
Foi visto numa cela infecta e promíscua de delegacia, comendo o pão que o diabo amassou.

Henri Philippe Reichstul. De Origem estrangeira, Presidente da PETROBRÁS. Responsável pelo derramamento de 1,29 milhão de litros de petróleo da Refinaria de Duque de Caxias que poluíram a Baía de Guanabara/RJ em 18/01/00;
Responsável pelo rompimento da vedação de uma monobóia, que espalhou 18 mil litros de óleo perto da praia de Tramandaí/RS, em 11/03/00;
Responsável, esta semana, pelo vazamento de mais de 4 milhões de litros da Refinaria Getúlio Vargas, em Araucária/PR, manchando em mais de 20Km os rios Barigüi e Iguaçu, matando milhares de peixes e pássaros marinhos.
Crime contra a natureza, inafiançável.
Encontra-se em liberdade.
Foi visto jantando em um fino restaurante do Rio de Janeiro.

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A poesia palestina de resistência
O cantar dos que não se rendem

Rosana Bond

Foi nas décadas de 1950 e 1960 que surgiu o movimento da poesia nacional palestina. Adquiriu força e vitalidade tais que em muitos momentos representou, e ainda representa, um brado de combate e esperança para os palestinos que vivem sob a ocupação de Israel ou no exílio. Apesar da forte repressão à arte popular - "A democracia israelense não suporta que os palestinos cantem", disse uma vez o poeta Tawfic Zayyad - a poesia daquele povo árabe não é "marginal". Como disse o peruano Julio Carmona, "marginal é a poesia que a estética dominante pontifica ou institucionaliza; ao se tomar o povo como pedra de toque (e sempre o povo tem a última palavra em tudo) a única poesia que não se marginaliza é aquela que não se afasta de sua fonte, aquela que vinda do povo, a ele retorna."

O poema é, de longe, o mais popular gênero da literatura palestina. Isto pode ser em parte atribuído à forte tradição oral da sua cultura. Houve, desde o início, uma vontade de simplicidade na poesia de resistência. Os artifícios de linguagem em favor da estética foram postos de lado. O poeta Mahmud Darwish expressou claramente isso num de seus primeiros versos:"Se os mais humildes não nos compreendem / será melhor jogar fora os poemas / e ficarmos calados. / O poeta diz: / se meus versos são bons para meus amigos / e enfurecem os meus inimigos / então é que sou mesmo poeta / e devo continuar cantando."

Fontes:Poesia Palestina da Resistência , edição OLP/Brasil, 1986 e Beleza Cruel (prólogo de Julio Carmona), edição Lira Popular, Peru, 1982.
Não iremos embora

Tawfic Zayyad*


Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em vossas goelas
Como cacos de vidro
Imperturbáveis
E em vossos olhos
Como uma tempestade de fogo
Aqui
Sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Em lavar os pratos em vossas casas
Em encher os copos dos senhores
Em esfregar os ladrilhos das cozinhas pretas
Para arrancar
A comida de nossos filhos
De vossas presas azuis
Aqui sobre vossos peitos
Persistimos
Como uma muralha
Famintos
Nus
Provocadores
Declamando poemas
Somos os guardiões da sombra
Das laranjeiras e das oliveiras
Semeamos as idéias como o fermento na massa
Nossos nervos são de gelo
Mas nossos corações vomitam fogo
Quando tivermos sede
Espremeremos as pedras
E comeremos terra
Quando estivermos famintos
Mas não iremos embora
E não seremos avarentos com nosso sangue
Aqui
Temos um passado
E um presente
Aqui
Está nosso futuro

*Tawfic Zayyad, palestino de Nazaré, é considerado um pioneiro da poesia de resistência. A maior parte de sua obra foi escrita na prisão.

Discurso no mercado do desemprego

Samih Al-Qassim*

Talvez perca - se desejares - minha subsistência
Talvez venda minhas roupas e meu colchão
Talvez trabalhe na pedreira... como carregador... ou varredor
Talvez procure grãos no esterco
Talvez fique nu e faminto
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez me despojes da última polegada da minha terra
Talvez aprisiones minha juventude
Talvez me roubes a herança de meus antepassados
Móveis... utensílios e jarras
Talvez queimes meus poemas e meus livros
Talvez atires meu corpo aos cães
Talvez levantes espantos de terror sobre nossa aldeia
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Talvez apagues todas as luzes de minha noite
Talvez me prives da ternura de minha mãe
Talvez falsifiques minha história
Talvez ponhas máscaras para enganar meus amigos
Talvez levantes muralhas e muralhas ao meu redor
Talvez me crucifiques um dia diante de espetáculos indignos
Mas não me venderei
Ó inimigo do sol
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Ó inimigo do sol
O porto transborda de beleza... e de signos
Botes e alegrias
Clamores e manifestações
Os cantos patrióticos arrebentam as gargantas
E no horizonte... há velas
Que desafiam o vento... a tempestade e franqueiam os obstáculos
É o regresso de Ulisses
Do mar das privações
O regresso do sol... de meu povo exilado
E para seus olhos
Ó inimigo do sol
Juro que não me venderei
E até a última pulsação de minhas veias
Resistirei
Resistirei
Resistirei

*Samih Al-Qassim nasceu em Zarqá, no seio de uma família drusa. Formado professor, depois da publicação de seus primeiros poemas foi proibido pelos israelenses de exercer a profissão.

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"LIXO NUCLEAR É HERANÇA MALDITA PARA FUTURAS GERAÇÕES"


O LIXO ATÔMICO PRODUZIDO POR UMA USINA NUCLEAR COMO PLUTÔNIO - LEVA CERCA DE 24 MIL ANOS PARA TER SUA RADIOATIVIDADE REDUZIDA APENAS PELA METADE. "É UMA HERANÇA MALDITA PARA FUTURAS GERAÇÕES". PARA SE TER UMA IDÉIA, SOMENTE AS USINAS DE ANGRA 1 E 2 PRODUZEM JUNTAS, POR ANO, 47 TONELADAS DE RESÍDUO COM ALTO ÍNDICE DE RADIOATIVIDADE - COMPOSTO POR ÁGUA E DEMAIS MATERIAIS QUE ENTRAM EM CONTATO DIRETO CO O NÚCLEO DO REATOR, ONDE ESTÃO AS PASTILHAS DE URÂNIO. HÁ AINDA O LIXO ATÔMICO CONSIDERADO DE BAIXA E MÉDIA RADIOATIVIDADE, COMO EQUIPAMENTOS E ROUPAS.
AMBOS SÃO ESTOCADOS PROVISÓRIAMENTE NA PRÓPRIA USINA. O DE ALTA É ARMAZENADO EM PISCINAS LOCALIZADAS PRÓXIMAS AO REATOR, ENQUANTO OS DEMAIS RESÍDUOS SÃO COLOCADOS EM TAMBORES - QUE HOJE JÁ SOMAM 6.302.
O ARMAZENAMENTO DO LIXO ATÔMICO NA USINA É PROVISÓRIO PORQUE NÃO HÁ UMA POLITICA NACIONAL SOBRE A DESTINAÇÃO FINAL DESSE MATERIAL. NEM MESMO A ALEMANHA E OS ESTADOS UNIDOS, PAÍSES DOS QUAIS O BRASIL ADQUIRIU A TECNOLOGIA NUCLEAR, TEM SOLUÇÃO DEFINITIVA PARA O LIXO ATÔMICO.
OS RESÍDUOS DE BAIXA E MÉDIA RADIOATIVIDADE PRECISAM SER ARMAZENADOS POR UM PERÍODO DE CERCA DE 300 ANOS. " JÁ OS DE ALTA EXIGEM UMA TECNOLOGIA DE ISOLAMENTO QUE MANTENHA OS RESÍDUOS SEGUROS POR MILHARES DE ANOS, COMO DEPÓSITOS PROFUNDOS EM MONTANHAS DE ROCHA "
PARA O COORDENADOR DA CAMPANHA DE ENERGIA NUCLEAR DO GREENPECE NO BRASIL, RUY DE GÓES, NENHUMA FORMA DE ARMAZENAMENTO GARANTIRIA SEGURANÇA TOTAL PARA O MEIO AMBIENTE E PARA AS GERAÇÕES FUTURAS. " SERIA PRECISO CRIAR, POR EXEMPLO, SIMBOLOS QUE INDICASSE PARA UMA PRÓXIMA CIVILIZAÇÃO QUE EM DETERMINADA MONTANHA ESTARIA ENTERRADO UM MATERIAL CAPAZ DE MATA-LA ".

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HINO REAL

I

Ouviram de pilantras palavras flácidas
A um povo heróico humilhado até este instante
E o sol da liberdade em raios fúlgidos
Brilha para alguns o que não é o bastante

Um só senhor, não detém a verdade
É preciso a conquistar com braço forte
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o vosso povo à própria morte

Ó pátria ignorada, explorada
Salvem-na, salvem-na.

Brasil que um sonho esteja vívido
De liberdade, é a esperança que ao povo cresce.
Pois com teus ditadores falsos e cínicos
A nossa vida dificulta e escurece.

Gigante de tamanho e de pobreza
Alguns de teus filhos não têm nem almoço
Esperamos um futuro com destreza

Terra abandonada
Como outras mil
És tu Brasil, capitalizada

Dos filhos que te exploram
És mãe gentil
E o povão sofrido
Fica a ver navios.

II

Deitado em calçadas, não em berço esplendido
Ao som de gritos ansiosos por um novo mundo
Sem polícia, sem políticos, nação liberta
Curtindo meio a um Som profundo

Do que terra mais garrida
Teus tristonhos habitantes tem mais dores
Ansiosos por mais vidas
Por mais vidas em teu seio sem pavores

Ó pátria ignorada, explorada
Salvem-na, salvem-na.

Brasil, de horrores não seja símbolo
Num breve futuro sem passado
E diga ao verde louro desta flâmula
Nunca mais seremos dominados.

Mas se resistirem tentando ser mais forte
Verás que um filho teu não foge a luta
Nem teme imponência nem a morte

Terra abandonada
Como outras mil
És tu Brasil, capitalizada

Dos filhos que te exploram
És mãe gentil
E o povão sofrido
Fica a ver navios.

(Patrick)
Banda Reação Adversa

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